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10/1/2017 15:53

Amor ao esporte: conheça a história do preparador físico do sub-20

Amor ao esporte: conheça a história do preparador físico do sub-20

Foto: Cruzeiro/Divulgação

A união de um médico e uma professora de geografia deu origem a um preparador físico de primeiríssima linha. Pode parecer estranho, mas para que isso fosse possível bastou algo muito simples: amor ao esporte. Membro da comissão técnica cruzeirense na Copa São Paulo 2017, Leonardo Almeida é do tipo que não rejeita uma atividade física, seja ela qual for.

“Meu pai, principalmente, sempre nos incentivou. Sempre fizemos atividades físicas. Fiz natação, futebol, tae-kwon-do... um pouco de tudo”, afirma o preparador físico cruzeirense que, diferentemente dos demais colegas de comissão, não seguiu carreira como atleta.

“Brinco que, ao invés de tentar, eu estudei. No tae-kwon-do, fui faixa preta, mas nunca tive pretensão nenhuma de ser atleta, competi apenas por esporte. Mas, no futebol, meu nível é muito abaixo de um Célio Lúcio (auxiliar do sub-20), por exemplo. Hoje, como preparador físico, calço muito mais a chuteira do que quando era adolescente”, completou.

O afã de sempre estar em movimento e praticando esportes foi ponto de partida para, no futuro, Léo decidir pela formação em Educação Física. Inspirado nos professores da infância, o preparador físico pensou em trabalhar em escolas, mas guardava dentro de si uma fagulha, que mantinha aceso o sonho de trabalhar com futebol, o que acabou se concretizando ainda na faculdade.

“Um dia, estava andando no corredor da faculdade com um colega, o Eimar, e outro colega, o Hércules, que morava no prédio do Jair Bala, então coordenador da base do América-MG. O Jair convidou o Hércules para trabalhar lá e, a partir disso, ficamos sabendo que precisavam de profissionais no sub-14, no sub-15 e no sub-17. Corremos atrás, eu e o Eimar. Acertamos o horário da faculdade e fomos trabalhar para o sub-14 e sub-15 do América”, relembra Léo que, de uma maneira curiosa, seguiria para o Cruzeiro anos depois.

“O Eduardo Pimenta, fisiologista do time profissional do Cruzeiro, antes era preparador do sub-17 e o Gerson era o do sub-15. Eles me conheciam pouco da faculdade, mas os dois iam com minha cara e foi por isso que cheguei ao Cruzeiro. Me falavam que me viam como um cara bacana”, conta.

No Maior de Minas, Léo passou pelas categorias menores até chegar ao sub-17, porém, deixou o Clube devido às mudanças na gestão da base celeste. Então, Léo decidiu se aventurar nos times profissionais do interior mineiro. A primeira parada, no Guarani-MG, veio acompanhada de problemas aos quais o preparador físico não estava acostumado.

“O que mais atrapalhou é que no Cruzeiro, você tem tudo acessível. No Guarani-MG, o campo para treinar era ruim e longe. Você ia para o treino em um ônibus de cidadão comum. Ia atleta em pé, equipamento misturado e colete dentro de uma sacola. Não sabia o estado do campo que ia encontrar, porque era em outra cidade. Estava lá no ano em que o estádio Farião alagou e meu carro estava lá. Quando olhei, dava para ver só o capô”, relembra.

“A alimentação era terrível, e o cozinheiro fantástico. Brincava que ele fazia macarrão alho e óleo sem alho. Mas não era de longe o que um atleta de Campeonato Mineiro precisava para enfrentar um Cruzeiro, no Mineirão, por exemplo”, acrescentou.

Após o Guarani-MG, Léo passou brevemente pela base do Amparense e ainda trabalhou no Ideal, onde sofreu com o calendário apertado e a estrutura de treinos. A vida só melhorou quando chegou ao Funorte, onde conquistou o acesso para a primeira divisão do Mineiro.

Quando já começava a gostar do interior, Léo recebeu, novamente de Eduardo Pimenta, então coordenador de rendimento da base celeste, a oportunidade de retornar ao Cruzeiro, em 2010. Bom de serviço e apaixonado pela profissão, o preparador físico precisou de menos de um ano para chegar à equipe sub-20 estrelada, exatamente durante uma Copa São Paulo.

“Nas dificuldades, não chorei, porque estava feliz por fazer o que gostava. Mas foi muito grande a satisfação por retornar para um lugar que passei e conhecia bem as pessoas. Passar por tudo que passei, bater a cabeça um pouquinho foi bom”, encerra Léo, que, fazendo o que gosta, buscará ajudar o Cruzeiro a conquistar o bicampeonato da Copinha.

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